"O som não permanece neste mundo; ele desaparece no silêncio."
Daniel Barenboim
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segunda-feira, 21 de junho de 2010

JUAN PONS

Esteve por aqui o barítono espanhol Juan Pons. Apresentou-se no Teatro São Pedro acompanhado ao piano por sua filha Joana. Com sua grande experiência - algo em torno de 40 anos de carreira -, Pons deixou os amantes da lírica felizes. Assisti apenas à segunda parte do recital, que foi de canções italianas e árias de óperas. Lindo recital! A voz é bela mas isso não diz tudo. Juan Pons faz poesia. Posso dizer que foi um espetáculo mágico. Além da apresentação fez três masterclasses com cantores daqui. Tive o privilégio de participar. Ouvimos bons conselhos. Além da experiência, Pons demonstrou grande interesse e generosidade. Sua figura me lembrou de meu maestro na Italia, o saudoso Pier-Miranda Ferraro. Falei sobre isso com o sr. Pons que me disse ter sido, além de vizinho, um bom amigo de Ferraro. Fiquei feliz ao constatar que a semelhança, de certa forma, não era mera coincidência. Bravi, Juan e Joana Pons, e obrigado por tudo o que aqui deixaram.

sábado, 6 de março de 2010

Paulo Szot

O sonho de qualquer cantor lírico é se apresentar no palco do Met (Metropolitan Opera House, NY). Paulo Szot, barítono, brasileiro, conseguiu. Antes dele apenas, se não me engano, Bidu Sayão. Paulo apresentou-se várias e várias vezes nos nossos palcos, sempre com enorme sucesso e como uma unanimidade. Não conheço quem não goste de Paulo Szot. Todos os colegas se referem a ele com grande respeito e carinho. Os maetros, coisa rara, o adoram. Diretores de cena também. Antes de chegar ao Met, Paulo arrasou no musical South Pacific, na Brodway, o que lhe rendeu o Toni. Merece. Sucesso, Paulo!